O "Ostracismo" do Campeonato                Brasileiro

  O Campeonato Brasileiro é uma competição 'inigualável' pelo Mundo. Desde que a primeira competição oficial da CBF (antiga CBD), foi criada no ano de 1971, já se viam com bons olhos a sua grandeza de marketing. Mas, para que essa nova versão fosse posta em prática, outros moldes anteriores foram embrionários, por exemplo, Taça Brasil, Roberto Gomes Pedrosa, etc.
Imagem do google: Troféu do Campeonato Brasileiro.
   Já nos seus primeiros moldes de competição, a disputa era intensa, pois reservava paixões dentro e fora de campo, habilidades dos atletas e a grande recompensa que era, levantar o troféu de Competição Nacional. 

   Mas, com o passar dos anos e a possibilidade deste se tornar algo vantajoso para quem o organizara (CBD), foi então que a CBF viu a chance de fazer o chamado 'marketing' da competição. No entanto, os primeiros embriões não reuniam todos os Clubes. Assim à Confederação Brasileira de Desportos, resolveu adicionar outros Estados na competição. 

  É certo que esses moldes eram bem inchados, chegando até variações de 16 até 94 clubes. Contudo, o campeonato se tornou paixão nacional entre os mais variados torcedores de Norte a Sul do País. 

  Entretanto, com essa visão de fazer o chamado "marketing", englobando outros Estados na competição, tudo seria 'glamoroso' para à entidade "máxima" do futebol Brasileiro (CBF). Tendo os clubes do País reunidos em uma única competição.

  Será que o Campeonato Brasileiro foi mesmo glamoroso, na visão da CBF? Digamos que sim. Mas, esse glamour e o marketing por ela pregado, só foi e é vantajoso, para os cofres da magnânima entidade. 

  Aliás, o Campeonato Brasileiro desde 1971 até os anos 2000, fazia o maior sucesso de público, com alguns times mandando na competição. Se pararmos pra analisar friamente, vamos ver um campeonato onde apenas duas regiões dominam à competição Nacional.

  A hegemonia é do Sudeste seguido pelo Sul com uma rabeira quase inexistente do Nordeste. Se colocarmos o Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, juntos eles somam 49 Títulos Nacionais. Já os Estados do Paraná e Rio grande do Sul juntos levantaram 7 Títulos, e na rabeira, vem o Nordeste com apenas três Títulos.

   No gráfico a seguir essa hegemonia do Sudeste e do Sul quanto ao campeonato Brasileiro, fica óbvio à distinção entre regiões do País.
  No mapa acima simbolizando todas as regiões do País, as cores faz referências aonde o futebol tem total domínio. As cores acinzentadas mostram que o futebol não existe, e vale uma ressalva ao Estado do Espírito Santo que faz parte do Sudeste e não tem um título sequer.

   A cor azul aqui representada, quer dizer que apenas dois clubes têm títulos. E que os títulos conquistados por eles, já fazem muito anos de uma conquista majestosa. O amarelo aqui representados por regiões, são os clubes que vêm logo em seguida na disputa pelos títulos. Uma exceção desses Estados é o de Santa Catarina que não teve uma conquista nacional.

  Então, faço a seguinte pergunta, será que devemos continuar com o nome de uma competição que só têm duas regiões no topo do Nacional? Se o mesmo é regrado por um "ostracismo" nas últimas décadas e por uma mídia abusiva, que aliena os torcedores de que só estes Estados, merecem ser prestigiados. 

  Observem os dados desse campeonato que chamamos de Campeonato Brasileiro. Nesta competição temos cinco clubes Paulistas, Dois Mineiros, quatro cariocas e seguidos por seis sulistas. Isso não é um Campeonato Brasileiro? 

  Por fim, este é um campeonato de interesse midiático, associado com o interesse de quem o controla, que nesse caso chama-se Confederação Brasileira de Desportos (CBF). As cifras para à entidade, é o que tem mais valor e não um campeonato onde o "ostracismo" e a desigualdade no futebol andam lado a lado.

            
           
   

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