Análise: Chile, a "dona" do Continente Sul-americano



  Com o fim momentâneo da hegemonia da Seleção Brasileira,  e sem o brilho dos uruguaios e argentinos no continente sul-americano, outra seleção figura no topo neste momento. Não é à toa que a La Roja, vem nos últimos anos mostrando um futebol rápido, com posse de bola e menos truculência.
Imagem do google: La Roja, de posse de bola e rapidez.                                                                                    

  
    O continente sul-americano passou a ter um novo dono-, dono nada, é "dona"! A "dona" é dono do futebol mais vistoso dos últimos anos. Enquanto o cenário, que antes era dominado por seleções que juntas somam 9 títulos. Hoje o feitio de ouvir seu nome gritado pelos palcos mundo afora, é da seleção chilena. 

    Vendo o declínio dos arquirrivais no cenário local e mundial, a equipe chilena resolveu tomar as dianteiras do futebol sul-americano. Na verdade, isso vem ocorrendo depois que o antigo treinador, Jorge Sampaoli, assumiu a La Roja. No entanto, ele começou a modificar o modo como seleção atuava diante dos adversários.

   Com uma formação inovadora no esquema tático, a seleção começou a ter mais posse de bola, rapidez para sair jogando, e além do mais, sem proporcionar àquele futebol violento. Contudo, Sampaoli não faz parte da equipe chilena, que neste momento tem o argentino naturalizado espanhol, Juan Antônio Pizzi. 

   Mas, com a troca de treinadores, a La Roja continua esbanjando seu futebol e posando de a "dona" do continente. Entretanto, o Chile não dispõe de peças para substituir a altura, à equipe titular. Jogadores como, Arturo Vidal, Alexis Sanchez, Vargas e Díaz são peões que atuam os 90' minutos e mais os acréscimos. 

   No entanto, nesta Copa das Confederações, à seleção chilena está na grande final, contra à atual Campeã Mundial, e que vem enchendo os olhos de quem gosta de futebol. Sobretudo, nessa competição a La Roja leva vantagem na posse de bola, sobre à equipe Alemã, famosa por usar esse trunfo contra os adversários. A seleção chilena até o momento tem uma variação de mais de 50%, no quesito ficar com a bola em seus pés.

   Enfim, a grande final que acontece esta tarde, 2, em São Petersburgo, promete ser um jogo de futebol bem trabalhado e rápido entre ambas as seleções. Afinal, não dá para dizer que o Chile será a campeã e muito menos a Alemanha. Uma tem uma equipe jovem que está sendo sondada, para o mundial do ano que vem, e a outra não tem reservas pra recompor o elenco. 

   Por fim, a "dona" conta com os seus milhares de torcedores, que invadiram à Rússia, para gritar o nome de La Roja, na primeira final da história do Chile. Um feito que se forem campeões, ficará na memória desses jogadores para sempre.    

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