Opinião: investimentos altíssimos, nenhum retorno dentro de campo
A temporada de 2017 vai ficar marcada na história dos três maiores investidores do futebol brasileiro - Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras. O Trio de "riquinhos", começou o ano investindo muitas cifras, na montagem do elenco para a temporada. No entanto, dentre os três, um ficou com a fama de "dar chapéu" nos negócios dos rivais. Tudo porque esbanjava dinheiro. E, que mais tarde, os rivais usaria como chacota para zoar o adversário milionário.
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| "Os riquinhos" do ano. Arte gráfica: Jabson Barbosa. |
A festa do campeão Palmeiras, não tinha nem acabado completamente e, o clube já estava anunciando novos reforços pra temporada seguinte. Nessa mesma vibe, Atlético-MG e Flamengo se lançava ao mercado em busca de peças para compor o seu elenco. Os portais esportivos anunciavam às contratações dos clubes, com nomes renomados pelo futebol sul-americano e europeu.
O investimento do Palmeiras emana de sua patrocinadora que, além de patrocinar, também é torcedora do clube -, um risco incalculável. Do lado carioca, a gestão do atual presidente, faz jus à situação financeira do clube, que vem diminuindo sua dívida com seus credores. Já do lado atleticano, a diretoria se expôs de mais no quesito investimentos para este ano.
Entretanto, os altíssimos investimentos que os três riquinhos fizeram, não renderam nenhum retorno com o que fora investido. Pra se ter uma noção do que foi a temporada para os três, basta ver o que cada um deles faturou durante o ano. Ao começar pelo Alviverde paulista, que teve um caminhão de dinheiro despejado no ralo da academia.
O clube não conseguiu ganhar o campeonato de menos expressão, como o campeonato paulista. E que acabou ficando nas mãos do arquirrival, que teve um elenco limitado, em vista dos altos investimentos que foram feitos pelo Verdão durante o início do ano. Sobretudo, isso gerou atá uma zoação entre seus rivais: o que adianta ter dinheiro e não ganhar nada? Pois é, o período de 2017 está no fim e o Palmeiras só conseguiu dentro de campo, o vice do brasileirão que lhe rendeu apenas R$ 11 milhões, que é pouco com o que foi investido.
Em contra partida, o Mengão investiu um pouco menos e também não teve aquele retorno financeiro que era esperado pelas peças que o clube trouxe. Mas, diferentemente do Verdão, o time conquistou o estadual -, que se for juntar com o 6º lugar do campeonato brasileiro, o valor arrecado pelo Flamengo, pode chegar ao mesmo percentual obtido pelo Palestra com o vice-campeonato.
Ademais, o Atlético mineiro não ficou para trás em investimentos nesse ano. Buscando montar um elenco competitivo, o Galo da massa, se arriscou e ousou a pegar dinheiro emprestado com um banco privado e selando seu adiantamento de direitos de imagens com à TV. Porém, os nomes renomados que compuseram o Alvinegro de Minas, não renderam o suficiente, ficando apenas com o tento do campeonato mineiro, e sem à vaga na Libertadores.
Tendo visto o fracasso do trio quanto a conquistas, o que mais surpreende é as cifras que foram aplicadas nos clubes: o Palmeiras gastou mais de R$ 130 milhões; o Flamengo um pouco menos, R$ 58 milhões e já o Atlético-MG, esse pois a corda no pescoço do "galo", que gira na casa de R$ 270 milhões.
Aliás, isso deixa muitas dúvidas na cabeça do torcedor, por que o time não conquistou tal título, se trouxe grandes nomes pra compor o elenco?! Então torcedor, eles querem imitar os europeus na forma de investimentos, se esquecendo que à cultura europeia é diferente da sul-americana. Corrupção, Lavagem de dinheiro, mau profissionalismo e etc., por lá não enraíza, e aqui se cria raízes.
Portanto vale lembrar, quando se tem altíssimos investimentos no futebol brasileiro, o retorno vem num belo "cavalo de Troia".

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